Artrose no pé e tornozelo: causas e o tratamento paliativo

artrose no pé e tornozelo

Artrose no pé e tornozelo: causas e opções de tratamento

A artrose é uma doença das articulações bastante comum e muita gente pensa que ela só atinge a coluna e os joelhos. Esses são realmente os tipos de artrose mais comuns, porém a artrose no pé ou tornozelo também afeta muitos pacientes que buscam o ortopedista. Nesse texto, você vai entender como acontece a artrose no pé, como ela é diagnosticada, o tratamento e também maneiras de preveni-la.

Causas e sintomas

A artrose é um desgaste ou degeneração das articulações que pode ocorrer naturalmente pela idade ou devido ao “uso” incorreto dessas articulações. Elas têm a função de prevenir o atrito entre os ossos, sustentar e amortecer impactos, de forma que, quando acontece a artrose, essas funções ficam comprometidas. Nas artroses de tornozelo e pé, isso vai resultar em dificuldade para andar e ficar em pé por muito tempo. A artrose pode também ser resultado de condições inflamatórias como artrite reumatoide e lúpus eritematoso, sobrepeso e predisposição genética. No caso de pés e tornozelos, é comum também que a artrose seja oriunda de traumas como entorses e fraturas que tenham modificado a estabilidade da região. Isso é chamado de artrose pós-traumática.

Os sintomas mais comuns de artrose nos pés e tornozelos são:
– dores nos pés e tornozelos;
– rigidez nas articulações, o que causa limitações no caminhar;
– juntas inchadas, quentes e avermelhadas.

Os sintomas costumam persistir e se agravar com o tempo. É importante buscar ajuda médica logo no início e não deixar a doença evoluir.

Diagnóstico e tratamento

Ao procurar o médico com queixas dos sintomas de artrose no pé ou tornozelo, provavelmente serão pedidos exames de imagem como raio-x, ressonância magnética e tomografia. Esses exames permitem confirmar o diagnóstico e proceder com o tratamento.
A artrose e dano a cartilagem é uma patologia crônica e degenerativa. O tratamento tem o objetivo de parar o avanço da doença e evitar os sintomas, porém é mais difícil recuperar a cartilagem já degenerada. É, portanto, um tratamento que busca melhorar a qualidade de vida do paciente. Os possíveis tratamentos são:

medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios e condroprotetores orais que são medicações que buscam agir diretamente na saúde da cartilagem como diacereína, colágeno, curcumina etc.
cirurgia: recomendada nas falhas do tratamento clínico ou nos casos de deformidade associada, por exemplo. No caso dos pés e tornozelo, temos opções como toalete artroscópica, osteotomias, artrodeses e artroplastias.
fisioterapia: pode ser feita com diferentes técnicas como a laser, exercícios, estimulação elétrica transcutânea e massagens, todas com o objetivo de fortalecer os músculos ao redor das articulações.
Também existem alguns cuidados do paciente em casa e no dia-a-dia que podem ser recomendados pelo médico para acompanhar o tratamento principal. Eles podem envolver o uso de palmilhas ortopédicas e exercícios para serem feitos em casa.

Prevenindo a artrose

Grande parte dos casos de artrose no pé e tornozelo são relacionadas a desequilíbrios metabólicos do corpo, sobrecargas crônicas e traumas de repetição mal tratados; e existem alguns cuidados que podemos tomar que ajudam a prevenir essa doença:

controlar o peso corporal: principalmente no caso do tornozelo e pés, evitar que o excesso de peso sobrecarregue as articulações é uma boa forma de prevenir o desgaste precoce das articulações. O controle de peso deve ser feito com uma dieta balanceada com acompanhamento profissional.

praticar atividades físicas: os exercícios trabalham e estimulam a musculatura e articulações, fazendo com que fiquem mais preparadas para absorver impactos e protegendo contra a degeneração.

A artrose de pé e tornozelo é uma doença crônica, o que não significa que não seja possível fazer um bom tratamento e melhorar sua qualidade de vida. Sempre busque ajuda médica.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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