Densitometria óssea: conheça o exame e para que serve

A densitometria óssea é um exame bastante solicitado, principalmente, pelos ortopedistas, a fim de avaliar a estrutura do esqueleto do indivíduo, analisando possíveis desgastes. Dessa forma, é possível ver o grau de perda da densidade óssea e diagnosticar doenças como osteoporose, osteopenia, risco de fraturas e outras doenças que afetam os ossos.

Quem deve fazer o exame de densitometria?

Os ortopedistas solicitam bastante este exame para os idosos. Pois, a chance deles sofrerem fraturas espontâneas e perda de massa óssea é maior. Assim, tanto homens quanto mulheres precisam ser investigados.
Uma atenção especial é dada ao sexo feminino, uma vez que as mulheres têm maior risco de desenvolver osteoporose, devido à deficiência estrogênica fisiológica causada pela menopausa.

O exame de densitometria óssea

Esse exame tem como base o método de raio-x, no qual o paciente se deita sobre uma maca para realizar imagens que possam detectar os problemas citados acima. O tempo do exame varia entre 10 a 15 minutos e não tem necessidade de grandes preparativos do paciente. Para a realização da densitometria óssea, o aparelho de densitometria passa em movimentos de ziguezague sobre o paciente, registrando a quantidade de radiação absorvida pelos ossos.

Para que você entenda melhor: a fonte de raios X que o aparelho de densitometria possui, atravessa o corpo do paciente. Por isso, quanto mais denso for o osso, menor será a radiação que chegará ao detector do aparelho. O exame de densitometria não causa dores ao paciente e a radiação emitida pelo aparelho é menor que a de um raio-X convencional.

Qual a periodicidade do exame de densitometria óssea?

A periodicidade da densitometria óssea varia de acordo com a orientação do seu ortopedista. Pessoas que apresentam doenças nos ossos devem fazer o acompanhamento em curtos intervalos de tempo. Entretanto, alguns pacientes o realizam de um a dois anos. Isso depende sempre da rapidez com que há a perda de massa óssea.

Como é feita a compreensão dos resultados?

A radiação emitida pelo aparelho de densitometria é menor que o exame de raio-x convencional. Além disso, realiza-se uma comparação entre os resultados obtidos pelas imagens e os resultados de uma pessoa saudável. A partir dos resultados, calcula-se o “T-score”, um padrão internacional que a Organização Mundial da Saúde desenvolveu.

Ele apresenta valores desde o “T-score” que é o zero, variando entre números positivos e negativos. Quanto mais negativo for o resultado, maior é a perda de massa óssea. Porém, há diferença de interpretação na escala quando os homens estão acima de 50 anos e as mulheres adentraram na menopausa.

A partir dos resultados o médico ortopedista lhe indicará o melhor tratamento a seguir. Lembre-se de manter seus exames em dia e faça um check-up periódico para acompanhar qualquer alteração que surgir em seu organismo. E, não se esqueça de manter hábitos saudáveis, tanto na alimentação quanto na prática de atividades físicas. Os exercícios físicos ajudam na manutenção e prevenção da saúde. Caso tenha ficado com dúvidas, converse com seu ortopedista ou entre em contato e marque uma consulta.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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