“Dr. tenho artrite, posso fazer exercício físico?” Confira agora

artrite e exercício físico

Sabia que a atividade física é conhecida por trazer benefícios para as pessoas com artrite? Sim, é verdade. Mesmo com artrite, o exercício físico pode ser uma opção.

Contudo, inúmeros pacientes com artrite não se exercitam, muitas vezes, por causa de dores articulares ou musculares, fraqueza, fadiga ou inchaço nas articulações. Isso pode levar à perda do movimento articular, rigidez e fraqueza. Desse modo, esses problemas podem piorar o quadro da doença e fazer com que as articulações se tornem, cada vez mais, instáveis.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o exercício físico pode diminuir a dor e melhorar a qualidade de vida de quem tem artrite. A atividade física é mais benéfica se for feita regularmente e em uma intensidade adequada para cada condição.

Nesse sentido, vários fatores podem melhorar as chances de manter um programa de exercícios a longo prazo, incluindo:

  • Seguir um esquema de exercícios simples;
  • Estabelecer metas alcançáveis;
  • Compreender a importância e os benefícios do exercício;
  • Interagir com outras pessoas durante o exercício; encontrar um grupo ou um amigo para ir com você fazer a atividade;
  • Fazer acompanhamento regular com um profissional de saúde, como um fisioterapeuta ou personal trainer, para determinar os tipos de exercícios que podem ser realizados;
  • Prestar atenção em como você se sente e, se necessário, modificar seu exercício fazendo pausas, desacelerando e/ou usando menos peso para evitar o aumento de sintomas como dor e fadiga.

Como o exercício físico ajuda na melhora da artrite?

Os exercícios de fortalecimento podem melhorar a estabilidade das articulações e diminuir a dor da pessoa que possui artrite. Exemplos de exercícios que aumentam a força incluem o uso de pesos livres ou aparelhos de musculação.

Caso você não tenha acesso a uma academia ou pesos, você pode aumentar a força fazendo exercícios de peso corporal como, por exemplo, agachamentos para fortalecer os joelhos.

Além de todos esses benefícios, a atividade física também pode ajudar a reduzir a depressão e a ansiedade em pessoas com artrite e outras condições.

“Dr. não tenho como sair, mas sempre faço tarefas dentro de casa”

De fato, algumas pessoas não têm interesse ou não podem participar de um programa formal de exercícios. Entretanto, podem realizar tarefas domésticas leves, como, por exemplo: fazer compras; jardinagem; limpar calçadas; cuidar de um filho, neto, ou de uma pessoa idosa; fazer caminhadas ou exercícios em uma piscina.

Essas atividades beneficiam a saúde, principalmente a cardiovascular. Aliás, alguns dos benefícios delas são:

  • Diminuição da dor;
  • Aumento da força, mobilidade e condicionamento físico, melhorando, também, a capacidade para desempenhar funções diárias;
  • Ajuda a reduzir a depressão e a ansiedade em pessoas com artrite e outras condições.

Dicas para melhor aproveitar a atividade física em benefício da artrite

Para alcançar os resultados da melhor forma, algumas dicas podem ser seguidas:

  • Os movimentos devem ser suaves, não bruscos;
  • Deve-se tomar cuidado para evitar segurar o peso ou a alça da máquina de exercícios com muita força;
  • O peso deve ser leve o suficiente, assim, pode-se fazer o movimento de 8 a 10 vezes sem dor ou fadiga excessiva;
  • Para evitar a fadiga e estresse nas articulações, alterne uma série de exercícios de braço com uma de exercícios de perna;
  • Eventualmente, você pode aumentar o peso depois de 10 repetições, assim, poderá realizá-las com facilidade quando esse aumento não provocar a intensificação da dor nas articulações.

Definitivamente, artrite e exercícios físicos combinam sim. Portanto, movimente-se sempre!

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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