Já trouxe para o blog um texto sobre as entorses de tornozelo, muito comuns entre praticantes de esportes e, principalmente, entre os tenistas. No texto de hoje, eu queria focar mais no diagnóstico das entorses de tornozelo, especificamente nos diferentes graus que podemos classificar essas lesões.
Vale lembrar que a entorse é um estiramento, que pode chegar a ruptura de um ligamento no membro (a parte que une um osso ao outro, e que é responsável pelo equilíbrio e estabilização do corpo). Então, saber o grau da entorse é importante para determinar o tratamento, uma vez que não podemos aplicar o mesmo tratamento para um ligamento apenas estirado e um totalmente rompido, por exemplo. Também vou explicar quais são os sintomas característicos de cada grau, assim você já pode ter uma ideia do que esperar do tratamento caso sofra uma entorse e procure o médico ortopedista especialista em pé e tornozelo.
Entorse de tornozelo de grau 1
São as entorses mais leves. Lembra que mencionei que o grau está associado ao nível de estiramento ou ruptura? No grau 1, o ligamento não foi rompido. Os sintomas, então, são dor leve, sensibilidade e rigidez ou inchaço. Até é possível caminhar, mesmo com a dor, e não há muita instabilidade no tornozelo. É recomendada a aplicação de gelo para reduzir o inchaço até quatro vezes por dia. Também é essencial repousar, para não colocar pressão sobre o tornozelo, e usar bandagens para imobilizar a região.
Entorse de tornozelo de grau 2
É mais grave que a de grau 1, e mais comum também. O ligamento se rompe parcialmente, provocando dor moderada, inchaço, hematomas e também dificuldade para se movimentar. O nível da dor, geralmente, é suficiente para dificultar bastante a caminhada e a região fica sensível ao toque. As orientações para as entorses de grau 1, que são repouso, imobilização com bandagens e aplicação de gelo, também servem para as entorses de grau 2. Além disso, a imobilização com tala também faz parte do tratamento. A diferença, aqui, é que o tempo de recuperação será maior.
Entorse de tornozelo de grau 3
É esta que corresponde ao rompimento total do ligamento do tornozelo. É o tipo mais grave e, portanto, com os piores sintomas. O paciente sente dor intensa e tem inchaço e hematomas grandes. Na maior parte dos casos, é impossível caminhar devido ao grau da dor e da instabilidade da articulação.
O paciente ainda corre o risco de lesionar a cartilagem do tornozelo. O tratamento, nesses casos, vai envolver a imobilização completa com gelo, por algumas semanas, e o uso de anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação. Para alguns pacientes, a cirurgia pode ser uma opção de tratamento considerada, principalmente em casos em que a cartilagem está lesionada ou o tornozelo falha ao pisar.
É importante mencionar que o tratamento depende também da idade e do nível de atividade física do paciente, além do grau da lesão. A cirurgia, por exemplo, pode ser indicada por permitir um retorno mais rápido à prática de atividades físicas, no caso de atletas profissionais. Já para quem não pratica esportes, geralmente a imobilização, repouso prolongado e fisioterapia formam um tratamento mais longo, mas adequado às necessidades do paciente.


