Fratura no quadril pode se agravar? Saiba como resolver esse problema.

Fratura no quadril

À medida que a população de idosos aumenta em todo o mundo, também aumenta o número de casos de fratura no quadril. Além de possuírem ossos mais fracos, idosos são mais propensos a cair em decorrência da diminuição do equilíbrio, efeitos colaterais de medicamentos e dificuldade de se movimentar.

Apesar disso, não são apenas os mais velhos que podem ser acometidos pela fratura no quadril. Pessoas de todas as idades estão suscetíveis a traumas que podem provocar esse tipo de lesão.

Uma complicação muito comum é a hemorragia interna, detectada, muitas vezes, tardiamente. Um fator indicativo de sangramento interno é a presença de equimose, que é uma mancha roxa na região da bacia.

Tipos de fratura

As fraturas são classificadas por tipo e localização anatômica. As categorias gerais incluem: fraturas intracapsulares (colo e cabeça do fêmur) e extracapsulares (intertrocantéricas e subtrocantéricas).

Os sintomas mais comuns da fratura de quadril incluem:

• Dor no quadril ou na virilha;

• Ser incapaz de andar;

• Inchaço local.

É possível tratar essa condição?

Primeiramente, o médico determina o motivo da queda. No caso de idosos, o motivo pode ser síncope, acidente vascular cerebral, lesões ortopédicas ou condições internas adicionais como, por exemplo, hemorragia intracraniana e fratura da coluna cervical. Então, o profissional pode iniciar o tratamento.

Em primeiro lugar, o clínico tratará sua dor com o uso de medicações, contudo, grande parte dos casos de fraturas de quadril são tratados com cirurgia. Mas é importante frisar que há diferentes tipos de procedimentos, eles variam de acordo com a gravidade da lesão.

Além disso, existem cirurgias em que o médico coloca parafusos, pinos, hastes ou placas dentro do corpo para corrigir a fratura.

Outro tipo de intervenção usada para tratar a fratura de quadril é a substituição total ou parcial do quadril. Durante esta cirurgia, o médico troca toda a articulação pélvica ou partes dela por substituições artificiais.
Posteriormente, o fisioterapeuta realizará, com o paciente, atividades focadas em como se curvar, andar e subir escadas, para que ele consiga se mover normalmente. Esse tipo de procedimento é mais recomendado diante de lesões em idosos.

As fraturas no quadril levam de semanas a meses para cicatrizar, dependendo do tipo de complicação.

Atenção, idoso!

Acima de tudo, é importante reforçar o cuidado e prevenir quedas, que, além de provocarem lesões no quadril, podem causar inúmeras outras, como lesões musculares e feridas. Confira algumas orientações que você pode seguir:

• Deixe sua casa mais segura: para evitar cair, evite tudo que possa fazer você tropeçar ou escorregar. Isso pode incluir móveis, cabos elétricos, tapetes soltos, além de ambientes desordenados;
• Mantenha sua casa bem iluminada, assim você consegue enxergar facilmente para onde está indo. Também evite guardar coisas em lugares altos para não precisar se expor a situações de risco para alcançá-las;
• Se mantenha ativo: mover o corpo regularmente pode ajudar a diminuir o risco de queda e evitar que você sofra uma lesão grave quando cair;
• Se necessário, use bengala, andador ou outros dispositivos de segurança: Caso o seu médico recomende o uso desses aparelhos, verifique o tamanho correto e aprenda a maneira certa de usar.

Por último, inclua barras de apoio ou um assento robusto no banheiro. Nesse sentido, opte também por tapetes de banho antiderrapantes, corrimãos e degraus para as escadas.

Com a aplicação de todas essas medidas, você conseguirá evitar possíveis lesões.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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