Fraturas pélvicas menores em idosos envolvem mecanismos de baixa energia ou tensões repetitivas no osso osteoporótico (fraturas por insuficiência), ou seja, o osso já tem sua fragilidade decorrente de um processo patológico. Essas fraturas podem ser deslocadas ou não deslocadas e, geralmente, envolvem elementos anteriores e posteriores da pelve.
As lesões pélvicas representam, aproximadamente, 3% de todos os traumas esqueléticos, independentemente da idade. Os principais fatores de risco são semelhantes aos da osteoporose: idade avançada, fratura pélvica anterior, terapia com glicocorticóides, baixo peso corporal, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. Os fatores de risco adicionais incluem história de radiação pélvica, doença de Paget, artrite reumatóide, mieloma múltiplo, doença renal crônica e diabetes.
As fraturas por insuficiência pélvica, geralmente envolvem os ramos púbicos e, ao contrário dos grandes traumas pélvicos, podem ocorrer de forma isolada. Fraturas por insuficiência sacral, mais comumente, envolvem a ala sacral, unilateral ou bilateral.
Rommens e Hofmann propuseram um esquema de classificação para fraturas por fragilidade da pelve (FFP), que é muito utilizada para fornecer eficácia de tratamentos específicos. Uma versão simplificada deste esquema é:
●FFP tipo I: ruptura do anel anterior, unilateral ou bilateral da pelve;
●FFP tipo II: lesões posteriores não deslocadas;
●FFP tipo III: lesão posterior unilateral deslocada com lesão do anel pélvico anterior;
●FFP tipo IV: Lesões posteriores bilaterais deslocadas.
A maioria dos pacientes idosos com fraturas pélvicas menores se apresenta sem traumas, com apenas um terço se apresentando após trauma menor (por exemplo, queda de pé). Eles podem ter sintomas persistentes por semanas ou meses, pois o diagnóstico, geralmente, é perdido no início ou atrasado. Muitos se queixam de dor lombar ou na virilha, e muitas vezes são mal diagnosticados, como portadores de doença degenerativa do disco, estenose espinhal ou espondilose lombar.
Os pacientes podem descrever dificuldade crescente para andar, limitando suas atividades.
Para diagnosticar, geralmente, obtemos uma radiografia simples da pelve para pacientes idosos com risco de fratura leve dessa região. Esses exames podem revelar muitos tipos de fraturas de quadril, pélvica e coluna lombossacra e são uma ferramenta útil para trabalhar com o diagnóstico diferencial de dor no quadril, virilha e lombalgia em pacientes idosos.
Os objetivos iniciais do manejo para pacientes idosos com fraturas pélvicas menores são o controle da dor e a mobilização precoce. Os opioides costumam ser necessários, inicialmente, para aqueles com forte dor por fratura. No entanto, muitos deles são mais suscetíveis aos efeitos colaterais perigosos dos opioides (por exemplo, depressão respiratória) e, portanto, é melhor começar com doses menores do que as usadas para adultos mais jovens, e dosar conforme o necessário. A frequência da dosagem, normalmente, permanece inalterada.
Por fim, caso sofra qualquer lesão ou fratura, procure atendimento médico. Entre em contato para mais informações!


