Já ouviu falar de Artrite Idiopática Juvenil? Artrite que atinge adolescentes

Você já ouviu falar de Artrite Idiopática Juvenil?

Conhecida também pela sigla AIJ a Artrite Idiopática Juvenil é um subtipo da Artrite que acomete crianças e adolescentes. Ela se caracteriza pela inflamação nas articulações, resultando em inchaço e dor.

CAUSAS

A AIJ é uma doença imunomediada, isso quer dizer que ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente começa a atacar suas próprias células e tecidos.

Dados mostram que o fator genético é muito importante para determinar se alguém vai ter ou não a doença. Porém, ainda não sabe o que exatamente causa a doença.

TIPOS DE ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL

Os tipos de AIJ mais comuns são:

OLIGOARTICULAR: Afeta no máximo quatro articulações. Dessa forma, ela atinge as grandes articulações, como os joelhos, tornozelos e cotovelos. Existem casos em que atinge somente um lado do corpo do paciente, além de poder causar uveíte que é uma inflamação ocular que causa vermelhidão, dor e deixa a visão embaçada.

POLIARTICULAR COM FATOR REUMATOIDE POSITIVO: Atinge cinco ou mais articulações já nos primeiros seis meses da doença. Neste tipo os pacientes têm um risco maior de desenvolver deformidades e futuras limitações físicas como dificuldade para andar.

SISTÊMICO: Este tipo de Artrite Idiopática Juvenil afeta órgãos internos, além das articulações. Pode ocasionar inflamação da membrana que reveste o coração ou o pulmão, entre outros órgãos. O paciente com este tipo de artrite costuma sentir febre alta com picos de 39,5°C, aparecimento de brotoejas vermelhas na região do peito e coxa.

SINTOMAS

Os sintomas desta enfermidade são dores e inchaços nas articulações, mancar ao andar. O paciente pode apresentar uma rigidez ao tentar se movimentar e as articulações costumam ficar quentes.

Todos estes sintomas aparecem normalmente aparecem durante a manhã ou depois de uma soneca.

TRATAMENTOS

Ainda não existe uma cura para a Artrite Idiopática Juvenil mas é possível controlar a doença por meio de tratamentos. Um médico especialista, como o ortopedista, será capaz de determinar qual é a melhor escolha de acordo com a situação que a doença se encontra.

A fisioterapia, práticas esportivas, medicações e até mesmo acompanhamento psicológico são os tratamentos mais comuns. Mas em casos em outros órgãos são afetados é normal que haja o envolvimento de outros especialistas, como o oftalmologista e neurologista.

 

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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