O que as mulheres precisam saber sobre seus pés

pés

Atualmente, há uma grande variedade de tipos de sapatos para as mulheres. Mas, o que muitas vezes não é levado em consideração é o quanto o tipo ou formato do sapato pode causar danos aos pés. Por isso, nessa publicação, vou te ajudar a compreender uma das situações que levam as mulheres ao consultório do ortopedista: a famosa joanete.
Primeiramente, deixa eu te contar algo que talvez você ainda não saiba: o joanete não tem cura. Isso mesmo. Você pode desenvolver joanete por razões hereditárias, isso corresponde a 60% dos casos de doenças reumatológicas ou em decorrência do tipo de sapato que é utilizado no dia a dia.

Em outras palavras, sapatos de salto alto e bico fino prejudicam os seus pés e podem causar joanete. Pois, eles tendem a apertar os pés, causando dores, inflamação e inchaço, além da vermelhidão no local. Essa deformidade nos pés é mais comum nas mulheres do que nos homens.

Mas, afinal, o que é o joanete?

O joanete é o desvio do osso do dedo que causa a formação de uma protuberância ao lado do pé. Existem dois tipos de joanete: a hallux valgus e a joanete sastre ou bunionette. A hallux valgus atinge o primeiro dedo do pé (mais conhecido como dedo grande), sendo o tipo mais frequente de joanete.

De maneira idêntica, a joanete sastre atinge o quinto dedo (popularmente conhecido como mindinho), esse tipo ocorre de maneira menos frequente, porém é comum em profissionais da costura, por isso é também conhecido como joanete de alfaiate.

O joanete possui diversos graus, desde os mais leves até os mais graves. Seus sintomas variam entre dores, inchaço, vermelhidão local e aparecimento de caroços.
Como é o tratamento para joanete

Antes de qualquer coisa, lembre-se de que joanete não tem cura. Então, o tratamento conservador para o joanete consiste em aliviar os sintomas. Por isso, evite sapatos que comprimam os seus dedos dos pés e prefira os sapatos mais folgados. Essas medidas não evitam o aparecimento de joanete em casos hereditários.

Na maioria das vezes o tratamento mais eficaz é o cirúrgico, em especial nos casos moderados e graves. Nesse sentido, a anestesia aplicada é local e o cirurgião reposiciona o dedo mais perto do seu local de origem. Assim, no período de recuperação pós-cirúrgico, é essencial evitar colocar peso sobre o pé que foi operado.

Do mesmo modo, o retorno às atividades cotidianas devem acontecer de forma gradual e com o acompanhamento do seu ortopedista especializado em pé e tornozelo.

Outras formas de aliviar os sintomas do joanete de forma não cirúrgica é fazer um “escalda-pés” com água morna, além de massagens nos pés. Isso melhora a circulação sanguínea na região e alivia as dores.

Todas essas dicas servem para te ajudar a aliviar os sintomas do joanete. Porém, o mais importante é você fazer o acompanhamento com o ortopedista especializado em pé. O especialista te ajudará a identificar a gravidade do seu joanete, lembrando que ele pode ser leve, moderado ou grave. Acompanhe também outras publicações que coloquei aqui no blog para te ajudar na saúde de suas articulações.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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