O que é a síndrome do túnel do Tarso e qual o tratamento?

síndrome do túnel do tarso

O túnel do Tarso fica localizado entre o tornozelo e o pé, e por ele passam veias, artérias, tendões e nervos. Quando há compressão nessa região, pode-se desenvolver a síndrome do túnel do Tarso. É sobre essa condição que o texto de hoje vai tratar. O nervo é o elemento mais sensível nessa região, e é a compressão excessiva dele que causa os sintomas que descreverei abaixo.

Sintomas da síndrome do túnel do Tarso

O primeiro sintoma notado pelo paciente é a dor no tornozelo, que pode se espalhar para a sola dos pés e para os dedos. Outros sintomas que o acompanham são a dormência, formigamento, inchaço e dificuldade para caminhar. Quando o paciente está em repouso, os sintomas melhoram, e voltam a piorar quando ele ou ela anda, corre ou usa determinado tipo de calçado. Se não for tratada e avançar, a síndrome do túnel do Tarso pode apresentar sintomas mesmo com o paciente em repouso.

Causas

Como já expliquei, a causa dessa síndrome é a compressão do nervo, e isso pode acontecer devido a uma dessas situações:

• Fraturas e entorses do tornozelo;

• Doenças como artrite reumatoide, diabetes e gota;

• Sapatos desconfortáveis;

• Desvios posturais dos tornozelos;

• Cistos ou varizes na região.

O médico ortopedista especialista em pé e tornozelo inicia o diagnóstico com um exame clínico, e faz também um exame de condução nervosa, que serve par avaliar se a informação nervosa está sendo transmitida pelo nervo comprimido, e determinar o tamanho da lesão.

O tratamento

Para aliviar os sintomas, é necessário diminuir a pressão sobre o nervo. Isso pode ser feito por meio da imobilização do local e uso de remédios anti-inflamatórios. Se o paciente pratica atividades físicas, deverá reduzir a frequência e intensidade da prática até a melhora dos sintomas, além de usar calçados adequados. Também pode fazer tratamentos auxiliares como a fisioterapia, com alongamentos e a realização de ultrassom. Em casos raros e graves, é possível recorrer ao tratamento cirúrgico.

Esse é um dos muitos casos em que o tratamento depende bastante da disciplina do paciente em seguir as recomendações do médico, uma vez que o tratamento conservador costuma dar resultados e não recorremos à cirurgia com muita frequência. Mas isso exige que o paciente não desrespeite o tempo de imobilização prescrito pelo médico, nem retorne às atividades físicas antes do orientado, mesmo que os sintomas tenham melhorado.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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