A rigidez do cotovelo é uma complicação que surge com frequência após um trauma articular, resultando no comprometimento da função do membro superior. Nesse caso, a avaliação clínica e a realização de exames complementares são essenciais para a escolha do tratamento.
Por que o cotovelo pode ficar rígido?
A possibilidade de a articulação do cotovelo sofrer rigidez após algum trauma é bastante comum, mesmo que seja um trauma leve. Isso acontece, principalmente, devido ao alto grau de congruência dessa articulação, ao quão complexas são as suas superfícies articulares e à grande sensibilidade tecidual ao trauma, em especial da cápsula articular. Além disso, outros fatores que também estão associados à rigidez do cotovelo são: má reabilitação e imobilização prolongada desnecessária.
Como ocorre a perda de movimento do cotovelo?
A gravidade da rigidez do cotovelo depende do tipo da lesão. Sendo assim, a perda da extensão é mais comum, no entanto a perda de flexão também não deixa de ser frequente, bem como da rotação do antebraço. Aliás, a junção da perda da extensão à perda da supinação do antebraço causa uma grave limitação para a realização de atividades do dia a dia.
Além disso, nos casos de luxações simples do cotovelo, a rigidez tem como causa a contratura capsuloligamentar e o dano muscular. Já quando a luxação se relaciona ao trauma, a limitação do cotovelo pode ter como causa tanto a natureza da lesão quanto a reabilitação pós-operatória. Há também alguns casos em que a falta de estabilidade articular, incongruência articular ou subluxação, especialmente úmero-ulnar, podem estar relacionadas à limitação do arco de movimento.
Quais sintomas estão associados à rigidez do cotovelo?
Apesar de parecer o contrário, a dor não costuma estar presente nos casos de rigidez no cotovelo, exceto quando há degeneração articular ou movimentos extremados. No entanto, se a dor surgir quando o paciente estiver em repouso, pode ser um indício de infecção, principalmente se ele se submeteu a cirurgias prévias.
Tratamento da rigidez do cotovelo
O tratamento mais adequado para a rigidez do cotovelo é aquele que foi personalizado para o paciente, suprindo as suas necessidades individuais. Dessa forma, os resultados são satisfatórios, mesmo nos quadros mais tardios.
Sendo assim, entre as modalidades não operatórias, destacam-se: o uso de imobilizadores articulados e fisioterapia, que são empregados até o quarto mês, em especial quando a rigidez não está associada a deformidades articulares e à ossificação heterotópica.
Já o tratamento cirúrgico para a rigidez do cotovelo pode ser realizado por via cruenta ou por meio da técnica de videoartroscopia. Utiliza-se a via cruenta principalmente em casos de retração acentuada de partes moles e quando há indicação de ressecção de ossificação heterotópica, reconstrução articular ou artroplastia por interposição. Mas, quando há a presença de deformidade articular pós-traumática, indica-se a realização de osteotomias corretivas, associadas à artrólise. Finalmente, recomenda-se a artroplastia total do cotovelo para idosos, com baixa demanda, limitação funcional e degeneração articular.
Como foi constatado nesse artigo, existem diversas causas para a rigidez no cotovelo, bem como diferentes tipos de tratamentos. Portanto, em caso de sintomas, busque a avaliação de um ortopedista.


