Síndrome do impacto posterior no tornozelo na prática esportiva
Quem pratica esportes regularmente sabe que o tornozelo é uma das articulações mais sujeitas a sofrer lesões. Se você é esportista, já deve ter ouvido falar na síndrome do impacto posterior no tornozelo (SPIT), uma lesão que pode atrapalhar a prática dos exercícios. É mais comum em atletas que praticam atividades que exigem bastante esforço dessa estrutura, como corrida ou ballet. Também chamada de síndrome do pinçamento, essa lesão atinge as partes moles e osso da parte de trás do tornozelo.
Nesses esportes, há a flexão constante do pé, o que impacta o tornozelo de forma repetitiva e pode causar microtraumas. Isso se desenvolve em uma reação inflamatória, que pode também evoluir para uma lesão óssea. O uso de calçados incorretos ou a falta de orientação para uma boa técnica esportiva tornam o atleta mais suscetível a desenvolver síndrome do impacto posterior no tornozelo.
Essa síndrome pode afetar algumas estruturas da parte de trás do tornozelo: tendões, cápsula articular e osso.
A prática esportiva muito provavelmente vai precisar ser interrompida uma vez que os sintomas começarem a se manifestar, pois a dor ao ficar nas pontas dos pés, correr e caminhar tornam a rotina de atividades físicas bem limitada. É fundamental que o paciente busque o tratamento ortopédico o quanto antes se deseja retomar suas atividades, pois, se não tratada de maneira precoce, a síndrome do impacto posterior do tornozelo pode se tornar crônica. Inchaço e limitação de movimento são outros sintomas que podem aparecer.
O diagnóstico é feito pela análise clínica e fundamentado em exames de imagem como radiografia e ressonância magnética. Uma vez diagnosticado, inicia-se o tratamento, que é focado em controlar a dor e recuperar os movimentos do tornozelo. Para isso, a principal medida é a fisioterapia, que trabalha com a reabilitação das articulações e ainda trabalha o equilíbrio. Compressas de gelo ajudam a controlar a dor e a terapia por ondas de choque é bastante eficaz em estimular a cicatrização dos tecidos lesionados e controlar a inflamação.
A reabilitação do equilíbrio por meio da fisioterapia é especialmente importante para os esportistas porque é também uma forma de prevenir novas lesões ou evitar que esse quadro existente regresse. Em casos em que esses tratamentos iniciais não surtem efeito, pode ser necessária a cirurgia. A artroscopia é uma cirurgia minimamente invasiva que remove a inflamação.
O acompanhamento com o ortopedista é algo que deve fazer parte da rotina de qualquer praticante de atividade física. Muitos atletas procuram isso apenas quando já precisam de um tratamento, o que não é o ideal. Buscar orientação ortopédica antes de iniciar uma prática esportiva frequente é uma ótima forma de prevenir lesões e de informar-se sobre possíveis lesões a que o atleta está sujeito, como a síndrome do impacto posterior do tornozelo.
No entanto, praticar esportes regularmente envolve esforços repetitivos e há lesões que não podem ser evitadas, dependendo da intensidade do treino. Nesses casos, buscar o tratamento precoce é sempre o ideal.


