Trauma ortopédico em idosos
Com a chegada da terceira idade, o corpo perde um pouco o controle do equilíbrio, o que leva à instabilidade na marcha. O equilíbrio e a marcha estão diretamente relacionados a uma complexa interação entre as funções nervosas, sensoriais, cardiovasculares e osteomusculares. Além disso, também estão associados à capacidade de adaptação rápida às alterações ambientais e posturais.
Justamente por isso, os idosos correm um maior risco de sofrerem lesões, ainda mais quando tentam levar uma vida ativa sem os devidos cuidados. Por exemplo, é preciso dar atenção a alguns detalhes importantes, como a segurança da casa, calçados corretos e iluminação suficiente. Isso porque a falta de conhecimento sobre as situações de risco na terceira idade acaba provocando a ocorrência de fraturas, em especial, fraturas no fêmur e no quadril, que possuem elevada taxa de mortalidade.
Além disso, a fratura no idoso também pode causar alterações psicológicas devido à perda da independência que esse tipo de lesão provoca. Pois, na maioria das vezes, o idoso não consegue mais ter o nível de habilidade física que possuía antes da fratura, o que compromete a sua autonomia, causando o declínio da sua saúde mental.
Quais são as causas do trauma ortopédico em idosos?
Durante o processo de envelhecimento, todos os componentes do aparelho locomotor são atingidos, como os ossos, músculos, articulações e tendões, bem como todo o organismo. Por isso, muitos fatores podem estar relacionados às quedas de pessoas idosas. Aliás, alguns deles são:
- Diminuição da visão e da audição;
- Alteração da marcha e equilíbrio;
- Déficit cognitivo;
- Uso de medicamentos, em especial os cardiovasculares e psicotrópicos;
- Enfermidades degenerativas das articulações;
- Fraqueza muscular;
- Demências.
Quais são os riscos do trauma ortopédico em idosos?
Além do risco de morte que algumas fraturas mais complexas possuem, os traumas ortopédicos também são responsáveis pelo surgimento de complicações, como trombose venosa e distúrbios cardiovasculares e urinários, por exemplo. Além disso, o idoso fraturado também pode desenvolver lesões por pressão, que são úlceras que surgem quando o paciente permanece por muito tempo em uma mesma posição. Tudo isso está relacionado ao tempo de imobilidade que o período pós-fratura exige. Por isso, é importante que o idoso seja acompanhado por um ortopedista qualificado, que saiba realizar o correto manejo do tratamento.
Tratamento
O tratamento geralmente é cirúrgico, principalmente nos casos de fratura no fêmur, exceto quando a lesão é diagnosticada tardiamente ou quando o risco cirúrgico é maior do que os benefícios da operação.
Já o processo de reabilitação deve ocorrer de forma tranquila e gradativa, apesar de ser essencial que o idoso retome o movimento de marcha (caminhada) o mais rápido possível. Sendo assim, é importante a realização de exercícios ativos e passivos ainda no leito, os quais evoluem para atividades em cadeira de rodas e, por fim, para a caminhada.
Além disso, uma boa reabilitação também depende da motivação do paciente e da ativa contribuição do médico ortopedista. Por isso, em caso de fraturas, busque a ajuda de um profissional qualificado.


