Espondilodiscite: conheça a infecção da coluna vertebral

Raio-x de coluna

Quais são os fatores de risco da espondilodiscite?

Como já foi dito, a espondilodiscite pode afetar pessoas de qualquer idade e de ambos os sexos. Todavia, existem alguns fatores que elevam o risco do desenvolvimento da doença. São eles:

  • Idade (crianças com menos de 10 anos e idosos acima de 65 anos);
  • Baixa imunidade;
  • Infecções ativas, em especial da pele e do trato urinário;
  • Diabetes mellitus;
  • Uso de drogas endovenosas;
  • Alcoolismo;
  • Artrite reumatoide;
  • Uso de corticoides.

Sintomas da espondilodiscite

A manifestação clínica da espondilodiscite é variada, podendo ir desde casos leves com cura espontânea até situações graves com alto risco de vida. No entanto, na maioria das vezes, a sintomatologia é leve.

Na infância, os sintomas geralmente iniciam de forma aguda e estão associados a doenças sistêmicas. Nesse caso, a criança costuma apresentar febre, irritabilidade, recusa-se a ficar de pé ou sentada e não consegue caminhar.

Já nos adultos, os sintomas tendem a surgir gradualmente, sendo eles: lombalgia, dor à palpação do local afetado e limitação de movimento, devido ao espasmo muscular.

Como é o diagnóstico da espondilodiscite?

O diagnóstico ocorre a partir da consulta médica e exame físico. Caso haja suspeita de espondilodiscite, o principal exame diagnóstico é a ressonância magnética da coluna. Além disso, exames de sangue também podem ajudar, comprovando a presença do quadro infeccioso/inflamatório.

Para descobrir qual é o micro-organismo que está causando a doença, pode-se realizar uma punção guiada por tomografia da coluna, em casos leves. Mas, já nos casos graves, o ideal é colher o material por meio de cirurgia.

Tratamento da espondilodiscite

O tratamento depende da gravidade e extensão da doença e da agressividade da bactéria. Sendo assim, nos casos de discite infantil, o tratamento empregado é o antimicrobiano, por um período médio de 6,75 semanas.

Nas espondilodiscites hematogênica e primária, o período médio de duração do tratamento antimicrobiano é de 17,2 semanas. Há também o tratamento com antibioticoterapia endovenosa, no entanto, alguns profissionais acreditam que ele está relacionado a um maior risco de recidiva da infecção.

Aliás, é importante ressaltar que tanto a escolha do medicamento quanto o tempo e a via de administração são definidos após a realização de um exame chamado cultura, o qual identifica o tipo de bactéria que está causando a infecção.

Por fim, os casos graves da doença costumam receber tratamento cirúrgico, sendo que as principais indicações são para:

  • Lesões de estruturas neurológicas;
  • Disseminação da infecção para todo o corpo (sepse);
  • Comprometimento da estabilidade da coluna;
  • Falha do tratamento clínico medicamentoso.

A espondilodiscite é uma doença que precisa de diagnóstico rápido, a fim de que o tratamento tenha mais efeito. Portanto, em caso de suspeita, procure um médico ortopedista imediatamente!

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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