Hipercifose

hipercifose

A hipercifose é a curvatura excessiva da coluna, comumente, conhecida como “corcunda de viúva”. A cifose tende a progredir com a idade em mulheres e homens, com uma maior mudança no ângulo das costas. Os corpos vertebrais e discos intervertebrais são as principais estruturas anatômicas que contribuem para o contorno da coluna. Portanto, qualquer processo que afete uma das estruturas de suporte pode levar à essa condição.

Outros fatores também contribuem para o surgimento e o agravamento dessa condição, como:

Fraturas vertebrais – os corpos vertebrais respondem pela maior parte da altura da coluna vertebral, e é comumente acreditado que a hipercifose associada à idade resulta, principalmente, de fraturas vertebrais. Pacientes com essa manifestação têm pior cifose em comparação com aqueles sem ela;

Baixa densidade óssea – Vários estudos demonstraram que a baixa densidade óssea, mesmo na ausência de fraturas vertebrais subjacentes, contribui para piorar a cifose. Taxas maiores de perda da densidade foram associadas a uma pior progressão dessa condição em mulheres mais velhas;

Doença degenerativa do disco – Os discos intervertebrais na coluna torácica variam de 1 a 2 cm de espessura. Com a idade, eles podem desidratar e perder altura, podendo ocorrer uma curvatura anterior. Existe uma associação significativa entre a doença degenerativa do disco e o grau de cifose;

Alterações posturais – A configuração postural da coluna cervical, lombar e sacral pode influenciar a curvatura torácica. Indivíduos com hipercifose torácica são mais propensos a ter lordose cervical ou lombar.
A flexibilidade postural, que diminui com a idade, provavelmente contribui para o agravamento dessa doença;

Ligamentos intervertebrais – Com o envelhecimento, os ligamentos intervertebrais, que fornecem estabilidade à coluna vertebral, são suscetíveis à perda de tecido elástico, calcificação e ossificação;

Condições genéticas/metabólicas – A hipercifose de início precoce é, frequentemente, observada em doenças genéticas hereditárias, incluindo osteogênese imperfeita, síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Marfan, fibrose cística, mucopolissacaridoses, displasia espondiloepifisária e doença de Scheuermann.

As condições de saúde associadas à hipercifose são variadas. As mais importantes incluem comprometimento da função pulmonar, diminuição da capacidade funcional e aumento da mortalidade.

As principais intervenções terapêuticas são baseadas em exercícios com foco na reabilitação de anormalidades posturais como tratamento de primeira linha para hipercifose. Outros tratamentos incluem órteses espinhais, bandagem postural, terapia manual, terapia farmacológica e cirurgia.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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