Osteoartrose das mãos: como é o tratamento?

Mulher segurando o dedo

A osteoartrose é uma enfermidade ortopédica marcada pela dor articular e pelo impacto na função. Aliás, a dor relacionada a essa doença é consequência de um processo multifatorial que envolve estruturas, como o osso subcondral, a sinóvia e estruturas periarticulares, as quais recebem a influência de agentes ambientais e psicossociais. Sendo assim, muitos fatores influenciam no correto tratamento da osteoartrose, tais como a depressão, alterações do sono, problemas sociais e nas articulações. Entre os tipos de osteoartrose, o que atinge as mãos é muito comum e bastante limitante. Por isso, faz-se necessário tratá-lo da maneira certa, e é sobre isso que conversaremos neste artigo, então continue a leitura!

Como é o tratamento da osteoartrose das mãos?

A principal estratégia de tratamento da osteoartrose das mãos é aliviar os sintomas por meio de uma combinação de intervenções não farmacológicas, farmacológicas e cirúrgicas. Dessa forma, consegue-se melhorar a dor articular, restaurar ao máximo a funcionalidade das mãos e a força muscular, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Mas a escolha da melhor via de tratamento deve ser avaliada pelo médico ortopedista, que levará em conta o envolvimento de outras articulações e comorbidades. Sendo assim, em geral, a intervenção cirúrgica costuma ser indicada para pacientes com anormalidades estruturais e sintomas fortes e que não responderam ao tratamento não farmacológico ou farmacológico.

Além disso, outro exemplo da pluralidade das opções terapêuticas é o local da mão afetado pela osteoartrose. Ou seja, o tratamento da artrose da base do polegar (rizartrose) possui melhores resultados quando é feito com o uso de órtese ou por meio da intervenção cirúrgica. Em contrapartida, a osteoartrose erosiva não tem uma estratégia terapêutica bem estabelecida, devido ao seu processo inflamatório característico.

Quais outras terapias podem beneficiar a recuperação do paciente com osteoartrose das mãos?

Algumas opções também utilizadas no tratamento da osteoartrose das mãos são o tratamento tópico e a prática de exercícios. O tratamento tópico costuma ser indicado para pacientes idosos que possuem comorbidades. Aliás, o tratamento tópico com anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) pode proporcionar resultados até melhores do que os do tratamento oral. Já a prática de exercícios físicos contribui para a melhora da função, da força muscular e da dor, podendo proporcionar também ganho de amplitude de movimento e fortalecimento.

O uso de compressas quentes também possui efeitos positivos sobre a dor, bem como a utilização de injeções intra-articulares.

Além disso, existem algumas terapias pouco utilizadas, mas que podem ter benefícios, como o sulfato de condroitina e a glicosamina. Ademais, outros agentes tópicos, como a capsaicina tópica, também podem ser usados como uma analgesia adicional quando as demais terapias falharem ou forem contraindicadas.

Quando a cirurgia possui boa indicação?

A cirurgia é uma opção quando os outros tratamentos mais conservadores não funcionaram. Geralmente, isso acontece com pacientes que possuem doenças severas e que prejudicam a qualidade de vida deles.

Aliás, a intervenção cirúrgica tem uma frequente indicação nos casos de osteoartrose da base do polegar, apesar de a artroplastia e a artrodese da articulação interfalangeana distal e proximal também serem bem comuns.

Existem diversas opções de tratamento para a osteoartrose das mãos, com terapias centradas na melhora da qualidade de vida do paciente. Portanto, converse com um médico ortopedista e recupere o seu bem-estar!

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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