Você já ouviu falar do Cisto de Baker?

O Cisto de Baker é um caroço macio localizado na região poplítea ou atrás do joelho, como é mais conhecida. Ele é comum em idosos mas pode ser encontrada em atletas com mais de 40 anos.

O caroço é formado pelo aumento do líquido sinovial na articulação do joelho. Esse líquido ajuda na lubrificação das articulações e diminuir atrito entre os ossos, músculos e tendões.

O acúmulo deste líquido ocorre devido a lesões e inflamações que danificam a estrutura da articulação. A lesão meniscal, artrite, osteoartrite e outros tipos de processos degenerativos são as principais responsáveis pelo aparecimento deste cisto.

As lesões meniscais podem ser causadas por pancadas fortes no joelho, agachamentos, movimentos de torção ou até mesmo levantar muito peso usando as pernas.

Sintomas

Os primeiros sinais da presença do Cisto de Baker são o inchaço firme situado na parte posterior do joelho. O tamanho do caroço pode variar mas em alguns ele é capaz de ficar com a mesma dimensão de uma bola de golfe.

Os sintomas costumam ser dor e sensação de pressão na região que podem piorar ao tentar esticar e dobrar a perna ou após praticar um exercício físico. É comum que os pacientes sintam rigidez no local e dor no músculo da panturrilha.

Outros sintomas são:

  • Fraqueza;
  • Estalidos;
  • Crepitação (rangido causado pelo contato dos ossos);
  • Travamento;
  • Dor matinal ou noturna.

O diagnóstico do Cisto de Baker é feito a partir de uma exame físico completo com a ajuda de exames de imagem como a ressonância magnética, radiografia e o ultrassonografia.

Tratamento

O tratamento dessa enfermidade é realizado com foco na doença ou lesão que causa o Cisto de Baker. Mas um especialista pode indicar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais para aliviar a dor e controlar a inflamação.

O uso de ataduras elásticas pode ser necessário pois elas auxiliam a reduzir o inchaço e melhorar a estabilização do joelho. Já a fisioterapia ajuda a fortalecer o tendão e pode ser recomendado para dores fortes no joelho.

Nos casos mais graves, principalmente quando há rompimento do cisto o médico pode indicar a remoção cirúrgica.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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