Conheça os tipos de dor existentes

Quais os tipos de dor?

Quais são os mecanismos da dor? Existem dois tipos de classificação para a dor:

  • Tempo: refere-se a dor aguda e crônica;
  • Mecanismo: nociceptiva, neuropática e nociplástica.

Você alguma vez já pensou em não sentir dor ou em como seria bom caso não sentisse? Acredito que sim, mas sentir dor é muito importante pois ela funciona como um alarme que avisa ao nosso corpo sobre algo que está errado e que precisamos mudar o nosso comportamento para tratar isto.

Por exemplo, imagine que quando você vai fritar um ovo acabe pingando óleo quente em seu braço, por mais que a dor seja pequena, caso não a sentisse poderia acontecer de você continuar queimando a pele sem perceber e ocasionar uma queimadura maior.

Portanto, a dor faz com que tenhamos mais cuidado, e quem faz esse alerta são os receptores sensoriais que estão espalhados pelo corpo, os nociceptores são os receptores da dor, responsáveis por detectar lesões químicas ou físicas.

Mas o que seriam essas definições de dor?

A classificação inicial que deve ser feita frente a um paciente com quadro doloroso é analisar os aspectos relacionados à temporalidade e sintomas de permanência, classificando sua dor em aguda ou crônica. É um processo que inicia o diagnóstico e pode ser a chave para entender alguns dos sintomas dolorosos. O mais clássico é se separar dor aguda e dor crônica por duração.

  • Dor aguda: geralmente dano tecidual óbvio, é uma dor que desaparece após a cura e serve como uma função protetora;
  • Dor crônica: pode não haver dano tecidual, é uma dor além do período de cura esperado e geralmente não tem função protetora.

Em suma, a dor crônica refere-se aquela que se mantém por mais de 3 meses (ou mais de 2 meses em casos de dor pós-operatória). E a dor aguda seria a que não atinge estes critérios de tempo.

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Dr. Daniel Souto

É ortopedista e traumatologista com formação e graduação em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Especializou-se em ortopedia e traumatologia na grande Florianópolis, no Hospital Homero de Miranda Gomes, também conhecido como Hospital Regional de São José. Além disso, realizou o fellowship em Traumatologia do Esporte em São Paulo, e participou de diversos cursos voltados ao desenvolvimento de atletas de alta performance. Hoje, é chefe do serviço de Traumatologia do Hospital de Tramandaí – RS, e diretor clínico e ortopedista no Centro de Especialidade e Reabilitação em Osório. Seu atendimento abrange diversas cidades do litoral gaúcho, incluindo Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Osório, Xangri-Lá e Mariápolis, onde proporciona um cuidado humano e personalizado a seus pacientes.

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